quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Trabalho e consumo alienados I


Por Jaqueline Letícia de Borba
O trabalho alienado é um trabalho com muita produção, “rapidez”, isto é, exige muito da pessoa. E também para ter uma certa velocidade haverá movimento repetitivo e essa tarefa simples faz com que a pessoa ganhe mais tempo, pois, como dizem, “tempo é dinheiro”. Por isso vemos pessoas ocupando várias funções dentro da empresa, resumo, não participa de todo o processo de produção, pois, o trabalhador é indolente (preguiçoso) e deve usar gestos simples na produção, como, por exemplo, as costureiras, que fazem gestos simples para ganhar tempo e aumentar a produção, cada máquina tem uma função na costura e, desse modo, há divisão de tarefas, mais produção em menor tempo.
O trabalhador alienado e o consumo alienado andam juntos, pois, a propaganda incentiva as pessoas a gastarem, deverão trabalhar bastante para ganhar remuneração compatível com seus gastos, mas com seu trabalho não conseguem comprar nada.
Já o consumo alienado é um vício em comprar, vício dos trabalhadores, mas trabalhamos para comprar, pois a pessoa que está no “padrão” é aquela que trabalha e consome, mas se a pessoa não está conforme  o tal “padrão”, é excluída do  meio social por não cumprir a relação dialética do trabalho-consumo.
O consumo alienado utiliza a mídia para provocar o desejo da pessoa que está vendo o produto, eles utilizam propagandas (fantasias) e promoções tentadoras para o consumidor.
Mas apesar de provocar ao consumidor com promoções e propagandas, o agravante é a facilidade de se comprar, pois hoje em dia temos proximidade de lojas e a internet é facilidade que se encontra dentro de nossas casas, basta um click para comprar o produto.
Resumo, por isso que o consumo e o trabalho alienado fazem parte um do outro, porque para ter consumo é necessário o dinheiro, o que o trabalhador produz precisa de consumidor e é necessário despertar o consumidor para que faça dívidas e manter o trabalho e consumo alienados.
EEB. Elvira Faria Passos 1º01 Ensino Médio

O trabalho e o consumo alienados II


Por Dieiv dos Santos

Hoje o consumo alienado está totalmente ligado ao trabalho alienado, pois as pessoas, por falta de interesse em estudar, não tem qualificação para escolher o trabalho que quiser e acabam aceitando qualquer emprego, o que não garante um bom salário e acaba deixando as pessoas sem dinheiro para comprarem o que tem vontade. 
Com isso a pessoa tem que trabalhar cada vez mais para poder comprar produtos supérfluos que acha que precisa, e a mídia influencia as pessoas a consumir cada vez mais. Ou seja, a vida das pessoas vira um círculo vicioso, pois elas só trabalham para comprar motivados pela mídia, e por conta do trabalho excessivo não tem tempo de estudar ou fazer um curso para ter um emprego melhor.
EEB. Elvira Faria Passos 1º01 Ensino Médio

Trabalho e consumo alienados III

Por Grasiele Fernanda Veber
Trabalho alienado é um trabalho que exige produção, é um trabalho com movimentos repetitivos como o do filme tempos modernos, que um homem aperta e outro bate no parafuso...
Consumo alienado é uma pessoa que só trabalha para conseguir comprar as coisas que deseja, mas não tem critério na hora da escolha e acaba levando produtos de que não tem necessidade. Consumo alienado tem o apoio da mídia, pois a mídia faz muitas propagandas para chamar  a atenção do consumidor; a internet veio para facilitar ainda mais as compras, só com um click realizamos a compra, é fácil  a entrega, enfim o consumo alienado é trabalhar com a finalidade de consumir.
Consumo alienado e trabalho alienado estão imbricados, porque o consumo depende do trabalho e o trabalho depende do consumo e o consumo faz as pessoa se interessarem pelo trabalho.

EEB. Elvira Faria Passos 1º01 Ensino Médio

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sobre o bom senso

“O bom senso é coisa de que todos carecemos, que poucos têm, e de que ninguém julga precisar” Benjamin Franklin

Bom senso: saber discernir as coisas é o que todos deviam saber. É importante para a sociedade julgar corretamente algo. Pois todos ou quase todos não se preocupam se estão fazendo o certo ou errado.
Realmente, bom senso é uma necessidade. Sem um bom entendimento nada somos.
Não ter bom senso é um grande prejuízo. Você começa a tirar suas conclusões, fazer julgamentos errados e as pessoas começarão a afastar-se. Ah! Mas quando se fala o certo e as pessoas não concordam, pois é bate de frente como que elas estão fazendo, doerá por saber que estão fazendo errado, mesmo assim não o admitirão o erro... Isso também não é ter bom senso.
Tendo bom senso vemos melhor os problemas da sociedade. Mas se você ver os problemas que a sociedade carrega e não tentar muda-los... não adiantará nada.
As pessoas tem uma busca incessante pelo conhecimento, mas esquecem de que o bom senso é a base de quase tudo, haja visto que  quando empregamos um conhecimento numa prática que depende da aprovação ou desaprovação de outros devemos ser muito prudentes, uma vez que muitos agem indevidamente temos que pensar e repensar nossas ações para obtermos êxito em nossos empreendimentos.
Simplesmente olhar o problema do outro e ignorar é fácil, não é? Pessoas boas e com bom senso estão acabando, isto não é bom. Imaturas são as pessoas que julgam ter todo conhecimento, saberem tudo e  serem “os tais”.
Você cresce a partir do momento e que tem capacidade de olhar para alguém e dizer: - “Sim, eu errei”. Assumir um erro é um sinal de conhecimento.
Laís da Silveira EEB Titolívio Venâncio Rosa 1º01 Ensino Médio

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Roland Corbisier e a construção da filosofia brasileira


Toda filosofia deve partir de uma ética, pedagogia e política. Crítico ferrenho dos políticos ignorantes, foi um dos expoentes do brasilianismo do ISEB (Instituto Brasileiro de Estudos Superiores), a anima brasilis, pelo grupo desenvolvida, enfrentava um sério problema que era o despreparo de nossos intelectuais, seja da filosofia, sociologia, política ou literatura, muitos deles bem conhecidos nossos. Tal despreparo consistia na europeização da filosofia, pois mesmo vivendo no Brasil os filósofos estavam mais interessados em problemas do contexto europeu em detrimento do brasileiro, julgavam o brasileiro ignorante e avesso a reflexão. Realmente o despreparo do brasileiro naquele período era nítido, bem como da educação e da situação social, e mesmo hoje não há um número considerável de professores de filosofia.
A filosofia trata de problemas e da problematização, mas o filósofo está situado num tempo e espaço determinados, então de que adiantava viver no Brasil e estar com a cabeça na Europa e hoje nós estamos resgatando os renomes do pensamento brasileiro e a construção de um pensamento latino-americano. A bioética não ficou longe, começou nos Estados Unidos e foi importada para o Brasil e América Latina, mas como empregar a bioética made in Estados Unidos que trata de problemas relacionados à tecnologia e vida humana ao passo que o nosso problema era social? Eis a necessidade de se voltar ao grande mestre Corbisier.
Prof. Eliseu

terça-feira, 20 de março de 2012

Como está a educação em Barra Velha?

    Não faça este tipo de pergunta num município litorâneo, pois a preocupação gira em torno da orla da praia central em que vereadores e população criticam o prefeito por não haver beleza para ser desfrutada pelo turista, enquanto isso nossas escolas estão feias. Cuida-se do trânsito, há organização para que não haja congestionamento, enquanto isso nossas escolas tem superlotação e uma creche inativa por causa da corrupção. Constroem nova sede da Câmara dos vereadores, enquanto isso necessitam uma escola na Quinta dos Açoreanos. Se o município tivesse interesse em pensar e melhorar a educação, digo, educação de qualidade com estrutura de qualidade, não a sauna das salas de aula da Escola Manoel Antônio de Freitas, fiscalizada pelo Marcos Junghans que nos sensibiliza pela sua atuação e denúncia de falta de investimentos em alguns setores. Mas por que os "profissionais" da Secretaria da educação não se pronunciam sobre a situação da educação em Barra Velha? Será que o nosso futuro será pensar no bem estar do turista ou do barravelhense?
Prof. Eliseu

quinta-feira, 15 de março de 2012

CORBISIER E SUA INDIGNAÇÃO SOBRE O CRISTIANISMO; A RELIGIÃO INERTE

          "De modo geral somo suma cristandade sem cristianismo. Uma sociedade em que todos são batizados mas em que é possível contar nos dedos aqueles que leram uma vez os evangelhos. A nossa religião se reduz a um ritualismo puramente exterior e social, sem nenhum lastro de convicções e de conhecimento doutrinário, sem nenhuma participação profunda do espírito. Religião das missas elegantes do meio dia, espécie de chá que a burguesia oferece semanalmente a Deus; religião das missas concorridas de sétimo dia, em que ninguém reza e onde todos os homens conversam, porque ninguém crê na imortalidade da alma e muito menos na eficácia da oração; religião dos casamentos sensacionais em que só se fala no vestido da noiva e que emprestam às nossas igrejas o aspecto festivo de teatros em noite de estréia numa tranquila profanação dos lugares sagrados; religião que confunde caridade com esmola, roubando ao pobre o direito de ser caridoso; religião das famílias respeitáveis e bem pensantes que transigem e acumpliciam com o desvario periódico das festas carnavalescas, como se a  moral não fosse o estatuto das nossas mais autênticas repugnâncias, o processo insubstituível de dignificação de nossa natureza, mas apenas uma coleção de preceitos que é bom, de vez em quando, esquecer; religião africanizada dos inquietantes sortilégios e da s superstições confusas; religião infeliz e confortável daqueles que tem pavor de sofrimento e nunca pensam na morte".
         O pensamento de Corbisier apresenta argumentos substanciais sobre a inércia do cristianismo que perdeu o foco ao longo do tempo, principalmente quando lembramos das primeiras comunidades. Hoje os comunistas ateus lutam mais por justiça social do que muitos cristãos que querem viver na pompa e esquecem do que são e sua condição humana. Concorda plenamente com o pensamento de Corbisier, este filósofo brasileiro que lutou muito pelo nosso nacionalismo que poderia ser corroborado com a ajuda do cristianismo.
Prof. Eliseu

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ROLAND CORBISIER E A RAZÃO DO SEU ABANDONO DO CATOLICISMO


“A Igreja, que deveria ser a Igreja dos pobres, dos oprimidos e dos espoliados, era a Igreja dos ricos, dos poderosos, dos opressores, e dos espoliadores, das classes dominantes. Conservadora, e até mesmo reacionária, a Igreja oficial representava o contrário, a negação de suas origens, a negação do Evangelho e do espírito cristão”.
Que autoridade tinha essa Igreja, inautêntica e desfigurada, alienada ao poder dos poderosos e ao dinheiro dos ricos, essa Igreja que traia diariamente mensagem, o espírito e o exemplo de Cristo, que autoridade tinha para condenar aqueles que pagavam com o sangue o preço da autenticidade” (Extraído do livro Autobiografia filosófica – pg 89-90).
Este ano em que leciono menos aulas em relação ao ano passado possibilitará o estudo mais aprofundado da filosofia brasileira e Corbisier nos mostra tanto o que é filosofia, como uma filosofia engajada por princípios para a plena realização do ser humano, sua decepção sobre o catolicismo, mas que se estende às demais igrejas é o reflexo do vazio que tomou o cristianismo e o desvio da própria vida no espírito de Jesus. A decepção dele é a minha também.
Prof. Esp. Eliseu